Santo Antônio
O mês de Junho, em nossa Comunidade, é marcado pela alegria
em celebrar e festejar o nosso padroeiro, Santo Antônio.
Este santo, tido como um dos mais populares da nossa Igreja,
não é só da Igreja, nem só dos Franciscanos, mas ele pertence
ao mundo inteiro. Dele aprendemos muito, pois é o santo
mais próximo do coração das pessoas. Parece que ele entende
as necessidades básicas e mais íntimas dos seres humanos.É o ombro amigo que acolhe nossas necessidades
e as apresenta a Deus. É uma figura concreta, sempre
nos mostrando que é preciso sentir-se bem fazendo o bem.
Nos ajuda a viver com mais abertura para Deus e para os
irmãos.
Celebrar Santo Antônio é também reavivar em
nós aquelas virtudes que marcaram sua vida e o fizeram
grande perante Deus e o mundo: solidariedade,
proximidade, firmeza, ternura, confiança, fé e amor às
pessoas. Assim como Santo Antônio, todos os outros santos
e santas nos apontam o caminho para Deus, fonte
primeira de todo Bem, toda Graça e Verdade
Que seu exemplo e testemunho nos anime sempre mais. Ao celebrarmos nosso padroeiro nossa liturgia bem feita alimenta nossa fé, alegra e
encanta nosso coração, cria esperança, motiva a comunhão e
a pertença ao Povo de Deus. Ilumina nosso caminhar,
dando mais sentido à nossa vida. Somos membros do
mesmo corpo, a Igreja, por isso cada um é importante
no que faz e cuida.
Por alguns ele é chamado de
Santo Antônio de Lisboa, cidade onde
nasceu. Outros
preferem chamá-lo de
Santo Antônio de Pádua, lembrando a
cidade onde exerceu suas funções e onde morreu.
Cada um desejando a glória de que o
Santo tenha sido de sua cidade.
Quem acabou resolvendo essa "disputa"
foi o Papa Leão XIII que chamou Antônio
de "o santo do mundo todo". E Leão XIII
tinha razão: a devoção a Santo Antônio é
universal. Ele é verdadeiramente Santo
Antônio de todo o mundo..
Embora tendo uma vida terrena curta -
morreu aos 36 anos - tornou-se um dos
santos mais populares do mundo, sendo
venerado tanto no Oriente quanto no
Ocidente, no norte e no sul.
No Brasil, a devoção a
Santo Antônio foi uma herança
deixada pelos portugueses.
Imagens símbolos de Santo Antônio e o que elas de fato
significam
O Livro dos Evangelhos: Santo Antônio
segura no braço o livro aberto. Pode ser o
Livro dos
evangelhos ou toda a Sagrada
Escritura. Ele tinha grande amor pela
Palavra de Deus; estudava, meditava,
rezava, vivia e anunciava a Palavra. Sobre
o livro está o Menino Deus. Ele encontrou
Jesus Cristo no Evangelho.
- O Menino Jesus nos braços de Santo Antônio: O Menino Jesus está de pé sobre o
Evangelho e segurando o Globo terrestre; é o
Cristo Senhor do Universo. O sentido mais
profundo é que S. Antônio encontrou a pessoa
de Jesus no Evangelho e o apresenta ao
próximo pelo seu testemunho de vida e
pregação.
-
A Cruz: A Cruz indica sua vocação
missionária. Quando jovem ele pertenceu ao
Mosteiro de S. Cruz em Coimbra. Ele prega
sobre o Mistério da Cruz de Cristo, mistério
do Amor de Deus para com a humanidade
toda.
-
Os Lírios: O Lírio na mão do santo não é
exclusivo da imagem de Santo Antônio. Conta- seque na sua juventude sofreu forte tentação
contra a pureza, vencida com a penitência e
a graça de Deus. Por isso temos a Cruz que
floresceu em lírios. O lírio representa a
virtude da pureza e a vitória sobre a tentação
e sobre todo mal. O lírio é símbolo do amor
consagrado ao Senhor, amor que exige
renúncia.
-
O PÃO: Santo Antônio comovia- se com a
pobreza e a fome das pessoas. Certa vez
distribuiu todo o pão do seu Convento aos
pobres. O frade padeiro ficou em apuros, pois
na hora da refeição não tinha pão. Foi contar
a S. Antônio e este mandou que olhasse
melhor na padaria, pois encontraria os pães.
O irmão foi e ficou assustado quando viu os
cestos cheios de pães. Nasceu assim a devoção
do “pãozinho de S. Antônio”. O milagre do
pão de S. Antônio continua hoje em seus
devotos que sabem partilhar seus bens, nas
ações de caridade e de solidariedade com os
pobres. Não é apenas dar esmola, mas dar se
ao próximo, fazendo da sua vida uma
verdadeira partilha.
-
INTERCESSOR EM TODAS AS
NECESSIDADES: Santo Antônio é o santo que
está mais ligado ao dia a dia da vida das
pessoas; parece que ele entende da realidade
da vida, particular ou familiar. Por isso sua
ligação com a saúde, o emprego, o alimento,
o amor, os pobres, o casamento....
-
O DIA DA TERÇA- FEIRA: Em todas as
Igrejas e Conventos que tem como padroeiro
Santo Antônio a terça- feira é o dia da semana
que se faz uma devoção a este santo, através
de uma missa votiva e da benção e
distribuição dos pães. A origem dessa
devoção na terça- feira é que ele teria
morrido numa terça- feira. Por isso é
lembrado semanalmente nesse dia.
Bendito seja Deus que nos
deu na pessoa de Santo Antônio um modelo e
nos mostrou o caminho para a santidade.
“Que sua vida, alimentada no Evangelho, a
exemplo de S. Antônio, se transforme sempre mais em PÃO DOS POBRES”! (autor:Frei Jorge Luiz Maoski)
O que é a Trezena?
São as orações que se fazem em louvor a Santo Antônio nos treze dias
antecedentes à sua festa. Esta devoção é muito antiga: teve origem em Bolonha, na Itália, no ano de 1617.
Uma senhora, necessitando de um
grande favor dos céus, recorreu a Santo Antônio com
insistência, por nove terças-feiras sucessivas visitou sua imagem na Igreja de São Francisco, e aí rezava com fervor. Alcançou de modo admirável o que desejava.
A notícia se espalhou e muitas pessoas necessitadas de graças e bênçãos seguiram seu exemplo de visitar a Igreja durante nove terças-feiras para rezar com fé, diante da imagem de Santo Antônio.
Como se multiplicassem as graças e milagres, essa prática se divulgou rapidamente. Mais tarde, o número das
terças-feiras foi aumentando para treze,
uma vez que o Santo passou para a eternidade no dia 13 de junho de 1231.
Máximas de
Santo Antônio
-
Cessem as palavras, falem as obras.
- A mansidão e a humildade são as virtudes mais
queridas aos olhos de Deus e das pessoas.
- Nada é difícil para quem ama.
- O amor de Deus e ao próximo conduz à perfeição.
- Feliz aquele que é capaz de se condoer dos pobrezinhos.
- Deus vigia pelos humildes e pelos que produzem boas obras.
- O justo oferece preces à santíssima trindade
na prosperidade e na adversidade.
- Estende a mão ao pobre, para que recebas
em dobro da mão de Jesus Cristo.
- Quando falares, não digas de ninguém ausente senão o bem.
- Não basta afastar- se do mal, se não praticas o bem.
- O caminho da sabedoria é a humildade; qualquer outro
caminho é tolo, porque é da soberba.
- Assim como o homem exterior vive do pão material,
assim o interior vive do pão celeste.
- Deus se oferece a todos e está pronto para ajudar a todos.
- Tudo o que fizeres por vanglória é totalmente perdido.
- A ambição não permite a paz da alma.
- O sinal da humildade costuma aparecer nos olhos.
- O orgulho dispersa, a humildade ajunta.
- A ira e a inveja são desarmadas quando a razão predomina.
- É pequeno quem ama os bens terrenos;
é grande quem ama os bens eternos.
- Assim como o peixe é batido pelas ondas do mar,
sem que morra com isso, também a fé não se
quebra com as adversidades.
Os Milagres de Santo Antônio
Santo António será sem dúvida o ‘Santo dos Milagres’ e de todos aquele
que mais merece esse epíteto no mundo cristão.
A sua taumaturgia iniciada em vida com uma pluralidade de milagres que lhe valeram a canonização em menos de um ano, é, na história da Igreja, a mais vasta e variada.
De Santo ‘casadoiro’ a ‘restituidor do desaparecido’, passando por ‘livrador’ das tentações demoníacas, a Santo António tudo se pede não como intercessor mas como autoridade celestial. No entanto, cingir-nos-emos a milagres operados em vida como paradigmáticos dessa taumaturgia: Santo António a pregar aos peixes, livrando o pai da forca e a aparição do Menino Jesus em casa do conde Tiso.

Santo António prega aos peixes- reza a lenda que estando a pregar aos hereges em Rimini, estes não o quiseram escutar e viraram-lhe as costas. Sem desanimar, Santo António vai até à beira da água, onde o rio conflui com o mar e insta os peixes a escutá-lo, já que os homens não o querem ouvir. Dá-se então o
milagre: multidões de peixes aproximam-se com a cabeça fora de água em atitude de escuta. Os hereges ficaram tão impressionados que logo se converteram. Este milagre encontra-se citado por diversos autores, tendo sido mesmo objeto de um sermão do Padre António Vieira que é considerado uma das obras-primas da literatura portuguesa.
Santo António livra o pai da forca. Conta a lenda que estando o Santo a pregar em Pádua, sentiu que a sua presença era necessária em Lisboa e recolheu-se, cobrindo a cabeça em silêncio reflexão.
Simultaneamente (e mercê do dom de bilocação) encontra-se em Lisboa, onde seu pai tinha sido injustamente condenado pelo homicídio de um jovem. Este, ressuscitado e questionado pelo Santo, afirma a inocência do pai de Santo António e volta a descansar.
Liberta-se assim o inocente que por falso testemunho tinha sido acusado. Santo António põe-se então ‘a caminho’ e subitamente ‘acorda’ no púlpito em Pádua recomeçando a sua pregação. Representam-se assim aqui dois fatos miraculosos num só: a bilocação e poder de reanimar os mortos.
A Virgem Maria entrega o menino Jesus, este também é reportado na crônica do Santo, ocorre já no fim da sua vida e foi contado pelo conde Tiso aos confrades de Santo António após sua morte.
Estando o Santo em casa do conde Tiso, em Camposampiero, recolhido num quarto em oração, o conde curioso espreita pelas frinchas de uma porta a atitude de Frei António; depara-se-lhe então uma cena miraculosa: a Virgem Maria entrega o Menino Jesus nos braços de Santo António. O menino tendo os bracinhos enlaçados ao redor do pescoço do frade conversava com ele amigavelmente, arrebatando-o em doce contemplação. Sentindo-se observado, descobre o ‘espião’, fazendo-lhe jurar que só contaria o visto após a sua morte.

Jumentinho se curva diante da Eucaristia - Durante uma pregação, cujo tema era a Eucaristia, um homem se levantou dizendo: “Eu acreditarei que Cristo está realmente presente na Hóstia Consagrada quando vir o meu jumento ajoelhar-se diante da custódia com o Santíssimo. Sacramento”. O Santo aceitou o desafio. Deixaram o pobre jumento três dias sem comer. No momento e lugar pré-estabelecido, apresentou-se Antônio com o ostensório e o herege com o seu jumento que já não aguentava manter-se em pé devido ao forçado jejum. Mesmo meio-morto de fome, deixou de lado a apetitosa pastagem que lhe era oferecida pelo seu dono, para se ajoelhar diante do Santíssimo Sacramento.
“O “pão de Santo Antônio” tem sua origem num fato curioso que se conta a respeito de Santo Antônio. Diz que ele se comovia tanto com a pobreza que, certa vez, distribuiu aos pobres todo o pão do Convento em que vivia. O frade padeiro ficou em apuros, quando, na hora da refeição, percebeu que os frades não tinham o que comer.
Atônito, foi contar ao santo o ocorrido, porque pensava que alguém tivesse roubado o pão.
Santo Antônio mandou que o padeiro verificasse melhor o lugar em que os tinha deixado. Para sua surpresa e alegria, encontrou os cestos transbordando de pão, em tanta quantidade que foram distribuídos aos frades e aos pobres do Convento.Junto à piedade há também uma espiritualidade: o pão se consolida na partilha. Só quem o distribui se habilita a recebê-lo. Ele lembrará sem
pre que haverá multiplicação onde houver amor. E cada pedaço de pão trará consigo o sinal do Pão Vivo, descido do céu, Jesus, tornado Eucaristia, pão partilhado, para todo ser humano.”
A receita
O pão de Santo Antônio é simples de fazer.
Ingredientes:
600 g de farinha
250 ml de leite
80 g de açúcar
50 ml de óleo
1 ovo
um pouco de rum
20 g de levedura de cerveja
uma pitada de sal
1 gema para pincelar os pãezinhos
3 colheres de açúcar para a cobertura.
Modo de preparo:
Prepare a massa em um recipiente, juntando a farinha, o leite, o açúcar, o óleo, a levedura, o rum e o sal. Mexa tudo muito bem. Divida a massa em 24 pãezinhos e coloque-os para descansar por uma hora.
Passado esse tempo, pincele os pãezinhos com a gema misturada a uma colher de leite. Leve ao forno por 20 minutos à temperatura de 180 graus.
Depois de assados, pincelar os pães com um melado de açúcar e água.
O Santo Casamenteiro
Reza a lenda que, certa vez, em Nápoles, havia uma moça cuja família não podia pagar seu dote para se casar. Desesperada, a jovem – ajoelhada aos pés da imagem de Santo Antônio – pediu com fé a ajuda do Santo que, milagrosamente, lhe entregou um bilhete e disse para procurar um determinado comerciante. O bilhete dizia que o comerciante desse à moça moedas de prata equivalentes ao peso do papel.
Obviamente, o homem não se importou, achando que o peso daquele bilhete era insignificante. Mas, para sua surpresa, foram necessários 400 escudos da prata para que a balança atingisse o equilíbrio. Nesse momento, o comerciante se lembrou que outrora havia prometido 400 escudos de prata ao Santo, e nunca havia cumprido a promessa. Santo Antônio haveria de fazer a cobrança daquele modo maravilhoso. A jovem moça pôde, assim, casar-se de acordo com o costume da época e, a partir daí, Santo Antônio recebeu o epíteto de “Casamenteiro”.
Aos devotos e devotas de Santo Antônio,
desejamos que suas vidas, alimentadas no
evangelho, a exemplo de Santo Antônio,
se transformem sempre mais
em “pão dos pobres”